sexta-feira, 2 de março de 2012

Não amar

"Que seja infinito enquanto dure!
Que perdure,
Que sature
E que se aturem!
Não me condenem a sinceridade
Mas em se tratando de amor,
Pouco se espera prosperidade.
- Ai que horror!
Ouviria de um doidivana
Que, de mim duvidando,
Se poria a chorar.
Pois que chore
E não mais me implore
Um ombro ou um colo
Quando se decepcionar.
Me chamem sabichão,
Mal amado e desalmado,
E me recriminem o pensamento.
Mas ao ouvirem um “não”,
Apenas de bom grado,
Me mantenham informado
De sua decepção.
Será um alento...
Que homem sofrido,
De cristão não tem nada!
Carrega escudo e espada
E uma pedra no peito.
Soldado combalido,
Se apóia nas armas
E faz do chão seu leito.
Batalhou toda a vida
Fez da solidão sua lida
E da sombra única aliada.
No fim, desfalece aos prantos
Pedindo a Deus que seja perdoado,
Por ter dito aos quatro cantos
Que não queria ser amado..."

Luiz Alberto Jr.